quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Em defesa dos Homens de DEUS

BOm dia povo de DEUS, diante de tantas polêmicas que temos visto nos nossos dias, quero sair aqui em defesa dos HOMENS DE DEUS, lembrando que eu NÃO defendo A ou B por afinidade ou interesses pessoais, mas porque defendo a VERDADE, e a VERDADE se comprova por si só, mas vou usar do meu BLog que tem sido benção para muitas vidas para postar dois videos onde o HOMEM DE DEUS Pr. Silas MAlafaia se defende das acusações de Edir Macedo este o qual LAMENTAVELMENTE eu digo, tem tomado decisões que tem REVELADO a verdade dos seus interesses, e creio como já havia dito antes que ele PERDEU TOTALMENTE O FOCO, mas assistam o vídeo, e tirem suas próprias conclusões


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Amor no espelho


Certa vez os fariseus questionaram Jesus sobre qual seria o grande mandamento da Lei (Mt 22.36-40). Respondendo, Ele afirma que toda a Lei e os profetas dependiam de duas ordenanças: "Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento" e "ame o seu próximo como a si mesmo". Jesus é perguntado sobre o grande mandamento da Lei, e responde que não há um, mas dois. Mas ambos são equivalentes, pois o segundo é introduzido com a qualificação de "ser semelhante ao primeiro", e todas as 365 proibições e 248 obrigações são-lhes subordinadas. Há uma sugestão de interdependência entre ambos, como se fosse as faces de uma mesma moeda.


Ainda assim, há uma sutil hierarquia, pois o amar a Deus vem em primeiro. Talvez porque não dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, nem duas palavras podem ser pronunciadas simultaneamente pela mesma pessoa. Mas provavelmente para definir o termo "amor" Jesus escolheu esta ordem, pois, do contrário, qual seria o significado do termo?


Deus, a quem não se vê, deve ser amado completamente, em todas as esferas da existência humana: racionalidade, sentimentos e espiritualidade. E nos dois textos paralelos é acrescido "com toda a sua força" (Mc 12.28-34 e Lc 10:25-28). A definição deste amor condiciona o mandamento similar.


O próximo, a quem se vê, com quem se interage deve ser amado de uma única maneira: como a si mesmo. Mas como é amar ao próximo como a si mesmo?


Amar a Deus implica no uso da razão, e não apenas da emoção. Não é um sentimento isolado, mas um fator que une as esferas possíveis da existência humana. E Jesus não anula, na conversa, os 613 mandamentos contabilizados pelos fariseus. Amar, portanto, implica em atitudes; para com Deus e para com o próximo.


O próximo como a mim mesmo implica que ele é meu espelho, meu reflexo. Que ele é eu! E eu sou ele!


Mas Jesus não parece estar ensinando que todos os seres humanos são, enquanto seres, um só. Talvez estivesse em Sua mente o desafio de que Seus discípulos tomassem a Trindade como exemplo: Três Pessoas, mas Uma só; Uma só, mas Três Pessoas.


As ideias de um filósofo do século XVIII, Immanuel Kant, dão uma perspectiva nova a este aspecto. Amar o próximo como a si mesmo equivale afirmar que o próximo é meu igual, em direitos e deveres. Não sou maior ou menor, enquanto pessoa, que ele, e o meu próximo não é maior ou menor, enquanto pessoa, que eu. Somos iguais. A minha dignidade é a sua; a dignidade dele é a minha. O que lhe faço, faço a mim mesmo, e o que ele me faz, faz a si mesmo. Usá-lo como objeto é reduzir a minha humanidade; ser por ele usado como objeto é reduzir-lhe a sua.


Neste ponto de Seu Evangelho, Jesus propõe as bases do que poderia ser um sistema ético universal. Como o filósofo tinha, no mínimo, fortes raízes cristãs de perspectiva luterana, talvez tenha se inspirado neste trecho para cunhar sua filosofia moral - sua ética:
1. aquilo que você deseja como correto deverá ser correto para todas as demais pessoas (para o seu próximo)
2. as ações humanas não podem tomar o ser humano como objeto, mas têm no homem o seu fim
3. aquilo que propomos como norma deve ser primeiro obedecido por nós.


A proposta kantiana parece estar de acordo com o primeiro mandamento da Lei, como definido por Jesus. E a este mandamento todos os que dizem ser Seus discípulos são obrigados a obedecer.


Mas é o amor a Deus que dá forma ao amor ao próximo como a nós mesmos. E é Ele que nos ensina como é amar. como bem lembra o apóstolo Joâo: "nós amamos porque Ele nos amou primeiro" (I Jo 4.19).


E a doutrina da graça comum é a que melhor ensina sobre a natureza do Seu amor: a criação não é jogada ao lixo com a queda de Adão, mas a ele são dadas condições para enfrentar agora um mundo hostil; o sol nasce sobre aqueles que recusam a crer, e a obedecer, ao Deus Criador assim como sobre aqueles que a Ele hipotecam obediência; ainda que o mundo todo esteja sob o poder do Diabo (I Jo 5.19) a bondade é encontrada em toda parte, assim como a busca pelo belo, bom e justo. O que a doutrina da graça comum ensina é que Deus não limita sua ação (seu amor, porque amor não é sentimento, é atitude) pela crença ou descrença da humanidade, mas permanece, em amor, dela cuidando.

Eduardo Ribeiro Mundim