segunda-feira, 22 de março de 2010

Consciência Cristã Lógica e Fé

Movidos pela razão, alguns repreendem o próprio Deus

Embora houvesse tantas profecias a respeito da vinda e das ações de Cristo, ele conseguiu surpreender a todos. Os magos do oriente, por exemplo, esperavam que o rei dos judeus nascesse no palácio real, não em uma estrebaria.

João Batista também foi surpreendido por Cristo. Ele havia dito: “Eu vos batizo com água, para arrependimento, mas aquele que vem após mim... vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Mt 3.11). Sua profecia foi perfeita e esta era a expectativa de João. Entretanto, Jesus chega e entra na fila para ser batizado. João quis impedi-lo, dizendo: “Eu careço de ser batizado por ti e vens tu a mim”? (Mt 3.14). O raciocínio de João foi perfeito. Ele sabia que era um pecador e que precisava ser batizado, e que o mais “correto” seria que Cristo, que não tinha pecado, o batizasse.

Notamos que João usou a razão para resolver um assunto espiritual, mas não alcançou os pensamentos de Deus. É lógico que não poderia alcançar, mas muitas pessoas colocam seu raciocínio como máxima instância para tudo em suas vidas, deixando de lado a palavra de Deus e a fé.

Jesus não disse que João estava errado. Apenas respondeu-lhe: “Deixa agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele consentiu.” (Mt 3.15.)

É importante lembrar que João nunca viu Jesus batizar alguém com o Espírito Santo, como ele havia predito. Então, as coisas podem ter ficado um pouco confusas para ele.

Vejamos outra cena que mostra o confronto entre a lógica humana e os propósitos de Deus:
Quando Jesus disse que deveria ir a Jerusalém para morrer e ressuscitar, isto foi demais para a mente dos discípulos. Naquele momento, Pedro concluiu que Jesus estava errado, e começou a repreendê-lo, dizendo:

“Tenha Deus compaixão de ti, Senhor; isso de modo nenhum te acontecerá. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens.” (Mt 16.21-23.)

Pedro ainda não havia se convertido (Lc 22.32), e sua razão era, eventualmente, usada por Satanás. Não é o que acontece com muitas pessoas ainda hoje?

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1Co 1.18.)

Em outra ocasião, Jesus, tomando a toalha e uma bacia com água, começou a lavar os pés dos discípulos. Aquilo foi surpreendente para todos. Pedro, como sempre, não conseguiu ficar calado, e tentou impedir o Senhor de lavar-lhe os pés. O Mestre, porém, lhe disse: “Se eu não te lavar os pés, não tens parte comigo.” Então, ele permitiu (Jo 13.8).

Muitas outras vezes, Jesus contrariou ou superou todas as expectativas, principalmente quando realizava seus milagres.

Nós também, em nossa caminhada com Deus, não devemos pensar que ele agirá dentro da previsibilidade da lógica humana. Muitos filhos do Senhor estão questionando as ações divinas. Por quê isso? Por quê aquilo? Quantos se revoltam contra Deus por não entenderem seus desígnios? Vamos resistir à sua vontade? Somos mais sábios do que ele? O caco de vaso vai repreender o oleiro? (Is 45.9; Rm 9.20-21). De modo nenhum.

Diante de tantos fatos incompreensíveis em nossas vidas, vamos nos prostrar perante o Senhor, em atitude de adoração, como fez Jó (1.20), sabendo que coisa alguma foge ao seu controle. Precisamos nos render aos seus pés, dizendo como Maria: “Cumpra-se em mim conforme a tua palavra” (Lc 1.38.) Nem sempre vamos compreender, mas é preciso obedecer.

A lógica humana, embora seja excelente e muito útil, está limitada pelo conhecimento que possuímos. Deus vê além. Ele sabe de todas as coisas, e fará com que elas cooperem juntamente para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28).

::Por Anísio Renato de Andrade

Bacharel em Teologia
www.anisiorenato.com

quinta-feira, 18 de março de 2010

Memória de Fé


Hoje pela manhã estava a ler a palavra de Deus, e mais uma vez de maneira gloriosa o Senhor falou ao meu coração, ao ler o livro de Salmos Cap. 77 o salmista declara em seu momento de angústia, que só conseguia se lembrar de Deus, ele declara no versículo 3 deste capitulo:

Lembrava-me de Deus, e me perturbei; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá)

O salmista estava tão angustiado que ele mesmo declara que já não podia nem falar mais, e como e de costume em nós até chega a questionar a misericórdia de Deus (V. 9), mas logo depois, pensando em tudo, o salmista reconhece que esta enfermo e diz:

E eu disse: Isto é enfermidade minha; mas eu me lembrarei dos anos da destra do Altíssimo.

Eu me lembrarei das obras do SENHOR; certamente que eu me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade. (V: 10 e 11).

Gloria, ai eu vejo um remédio tão glorioso para os nossos momentos de angústia, quem de nós não tem um grande feito do Senhor para se lembrar? Quem de nós nunca provou da grande benignidade de Deus, o povo de Israel como nós sabemos era sempre instigado a se lembrar das maravilhas que o Senhor havia feito em seu meio, isso para encorajá-los, para que assim soubessem o quão grande era quem eles serviam.

Hoje eu olho para trás e vejo tudo que o Senhor já fez em minha vida, como isso me da forças para continuar, nos Cristãos sempre dizemos que a alegria do Senhor é a nossa força, mas hoje eu posso entender esta afirmação, a alegria do Senhor em nossas vidas esta presente em todos os momentos em que pela sua Infinita Misericórdia o Senhor nos favoreceu, não são só as vitorias, como talvez um carro conquistado, uma casa ou outra coisa material que seja, porque nós em nossa pequenez sabedoria temos como sinônimo de Alegria as vitorias, e principalmente quando esta ligado a bens materiais, e esquecemos que o maior motivo da nossa alegria deve ser o de que hoje nós somos LIVRES, e livres porque um dia JESUS se entregou em uma cruz, para que assim nossos pecados fossem perdoados, e desta maneira fossemos livres da condenação, então amado quando estiver triste angustiado, lembre-se da nossa maior alegria, o que nos da à força que é o livramento conquistado na cruz por Jesus, e ainda maior alegria e motivadora e saber que este JESUS que morreu por nos RESSUCITOU e um dia que esta por vir nós, em glória REINAREMOS com ele para SEMPRE, viveremos com o próprio DEUS, aleluia como isso me alegra, essa é a alegria do Senhor, a verdadeira ALEGRIA.
Que Deus te abençoe em nome de Jesus.

Joh Rezende.

terça-feira, 16 de março de 2010

Nós somos o que comemos



Quantos versículos da Bíblia você sabe de cor? Quantos decorou exatamente como estão na Bíblia? Quantos pode citar com a referência completa? Hummm...! Você nunca pensou que alguém poderia lhe perguntar isso, pensou?

Para ir para o Céu, ou nascer de novo, ou ser salvo (como preferir), você não precisa decorar nenhum versículo da Bíblia. A salvação é tão gratuita que só o que precisa fazer para tê-la é arrepender-se dos seus pecados e receber pela fé a Jesus Cristo – o único que pode transferi-lo do reino das trevas para o Reino da luz. Entretanto, se o seu desejo é ser um crente convicto e vitorioso, você precisa alimentar a sua alma da preciosa Palavra. Para isso, é necessário que se aplique; que se discipline; que se sujeite a normas e regras; que se pague um preço. A grande demanda é: Você está disposto? Poucos dão o valor merecido a esse assunto fundamental da vida cristã. Nessa geração “fast food”, nossa tendência é “encostar” todo preço a pagar nos nossos líderes, e viver “sugando” o que eles receberam de Deus, sem sofrer nadinha para ter o que eles têm. Queremos cada da vez mais receber tudo pronto (o esboço da palavra que vamos pregar na célula, o “estudo completo” sobre a oração e o jejum, o plano de salvação
em folhetos, as doutrinas da Bíblia em porções mágicas de domingo de manhã etc.). Ora, vamos encarar a realidade: isso não funciona! Você quer crescer na vida espiritual? Então repita isso comigo: “Eu vou me dedicar ao estudo da Bíblia!” Não é ler cinco capítulos por dia porque seu líder o obrigou, nem abrir e ler onde abriu sem nenhum critério, nem ler direto de Gênesis a Apocalipse sem atentar para nada específico.

Este é o problema sério com os crentes: não avançam da infância, justamente porque não estudam a Palavra de Deus. Não conhecendo os princípios, não podem aplicá-los à sua vida diária; não sabendo aplicá-los, vivem dependentes de homens (de líderes, de irmãos que oram, de irmãos que têm poder etc.); e porque estão sempre dependendo de homens, quando estes falham (esse dia sempre chega...), o que acontece? Eles esfriam na fé e se sujeitam à opressão do diabo.

“Crescer ou não crescer!” – eis a questão! Contentar-se em ser apenas “salvo” e livre do inferno, ou pagar o preço para implantar o Reino e ser um “vencedor”. Isso cada um de nós terá que decidir sozinho! Eu já fiz a minha decisão: vou viver em vitória, vou obedecer a Deus, vou realizar os seus sonhos e vou reinar com Cristo. E quanto a você?

Nosso slogan fala de uma visão. Mas a visão sem a prática é morta. A prática é o espírito da visão. “Vemos” para saber onde estamos e para onde vamos; “vemos” para avançar; “vemos” para não errar o alvo; “vemos” para obedecer; “vemos” para vencer. Jesus disse que o homem que “ouve as sua palavras e as pratica” é feliz (Mt 7.24). Você está buscando a felicidade? Eis aí o endereço dela!

A visão nada mais é do que a Palavra de Deus gravada dentro de nós. Quem tem os princípios “dentro” não esfria na fé, não duvida diante das investidas do inimigo, não teme as dificuldades, não olha para trás, não abandona o trabalho de Deus, não come os manjares do mundo, não alimenta a carne.

Sabemos que a Igreja vencedora é Filadélfia, e ela tem três características (Ap 2 e 3). A principal delas é que ela guarda a Palavra. E, justamente porque guarda a Palavra, ama os irmãos e não nega o nome do Senhor. Meu desafio hoje é enfatizar para você a principal característica do vencedor, porque estamos edificando uma igreja de vencedores – e isso não pode ser um chavão no nosso meio, mas sim realidade viva.

Tirei da minha chave bíblica alguns textos que podem convencê- lo a priorizar a memorização da Bíblia a partir de agora; não só individualmente, mas principalmente com seus filhos, seja de que idades forem. Leiaos e se convença a mudar o seu paradigma de vida de crente dependente para crente poderoso! Não se engane: ser cheio do Espírito não é ser cheio de experiências carismáticas; antes, é saber e praticar versículos, textos e princípios da Bíblia! O Espírito Santo não age sem a Palavra de Deus – ou fora da Palavra – e nunca se separa dela! Guarde bem isso: se você quer crescer na fé, se quer ter poder e autoridade, se quer receber as bênçãos de Deus, estude e memorize a Bíblia! Não postergue essa prática – não despreze a ordem de Jesus! Comece ainda hoje a encher a sua mente da Palavra e a guardá-la no seu coração!

O Espírito Santo não age sem a Palavra de Deus – ou fora da Palavra – e nunca se separa dela! Guarde bem isso: se você quer crescer na fé, se quer ter poder e autoridade, se quer receber as bênçãos de Deus, estude e memorize a Bíblia!”

Só o Logos de Deus acumulado no seu coração poderá tornar você vitorioso contra a guerra na mente – convicto do perdão dos seus pecados e do poder que há no sangue de Jesus para liberá-lo do domínio e da escravidão do pecado; convicto do poder do Espírito Santo para torná-lo capaz de vencer toda e qualquer artimanha ou armadilha de satanás; convicto das três Pessoas da Divina Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo –, unidos para o cumprimento do seu propósito eterno, que é fazer convergir em Jesus Cristo tudo o que existe, e levar a Igreja à posição de Esposa do Rei que governará pelos séculos dos séculos!

O apóstolo Paulo estudou em escolas da sua época onde era obrigatória a memorização da Lei, dos Salmos e dos Profetas. Os líderes do Velho Testamento convocavam o povo para decorar a Lei. Os mártires da fé evangélica invocavam a Palavra escrita em altos brados, antes de morrer.

Por que não retrocediam em face da morte? Porque a Palavra queimava “dentro” – em seus corações! Eles “sabiam” o que os esperava – a cidade que tem fundamentos –; por isso não negavam o Nome. Por acaso você sabe? Você tem convicções profundas assim? Ou será o caso que até hoje você nunca mergulhou em águas profundas da Palavra, contentando-se simplesmente em molhar os pés nas ondas, enquanto brinca com as conchinhas na areia?

Se tivesse espaço, eu poderia citar os costumes do povo de Deus na época de Moisés, de Josué, de Neemias, de Esdras, dos juízes, dos profetas, dos reis, e, por fim, da Igreja Primitiva até os dias de hoje, acompanhando a sua história de altos e baixos –, para ajudar você a deduzir que o único motivo para os “baixos” era a ignorância do conteúdo da Bíblia pelo povo de Deus.

Se você não quer guardar a Palavra, não posso fazer nada, a não ser lamentar profundamente por você! Mas se queremos ser uma Igreja de vencedores de fato, temos que inculcar os fatos, aos princípios e as doutrinas da Bíblia na mente das crianças e dos adolescentes de hoje; se cremos que serão, realmente, os protagonistas do maior mover de Deus que a história da Igreja já conheceu!

Não se esqueça de encerrar com chave de ouro essa leitura: confira os textos sugeridos que vão persuadi-lo a dar início a esse fascinante projeto de vida, levando-o a concluir que somente com a mente e o coração cheios da Palavra de Deus você vai ser de fato o vencedor que tem profetizado ser!

Textos sugeridos: Gn 17.9; 18.19. Êx 20.6; 31.16. Dt 4.6; 5.10; 6.12, 17; 11.22; 17.19; 29.9. 1Re 2.3; 6.12; 11.11. Sl 78.10; 119.9, 11, 112. Pv 3.1; 4.4, 23; 29.18. Ec 12.13. Is 26.2. Mt 19.17; 28.20. Lc 4.10; 11.28. Jo 14.15, 21; 15.10; 17.6. Hb 3.14; 10.23. 1Jo 2.3. Ap 1.3; 2.26; 3.10; 22.7.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A beleza da feiura de Jesus


Lucas conta que o alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, estava lendo a respeito de Jesus no carro que o levava de volta à Etiópia. A esta altura, a carruagem se aproximava da faixa de Gaza. A passagem do livro que o homem lia estava em torno daquilo que hoje chamamos de capítulo 53 do profeta Isaías. Entre outras informações, o etíope leu: “Ele [Jesus] não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos.” (Is 53.2.) A Nova Tradução na Linguagem de Hoje é mais incisiva: “Ele não era bonito nem simpático nem tinha nenhuma beleza”. Em outras palavras, o profeta estava chamando a atenção do leitor para a feiúra de Jesus. Sem dúvida, ele também tinha ficado impressionado com esse pormenor. A explicação da aparente feiúra de Jesus está no capítulo anterior, três versículos antes: “Sua aparência estava tão desfigurada, que ele se tornou irreconhecível como homem; não parecia um ser humano.” (Is 52.14.) O profeta não se referia ao Jesus da transfiguração, nem ao do Sermão do Monte, mas ao Jesus desfigurado do Getsêmani, ao Jesus da Sexta-Feira da Paixão. Ele estava verdadeiramente feio: cabelo despenteado e ensanguentado, por causa da coroa de espinhos; rosto cheio de hematomas e manchas roxas, por causa da pancadaria; costas sem pele nem carne, por causa dos açoites; corpo repelente, por causa da rara mistura do suor com sangue, poeira e cuspe – o cuspe dos soldados; pernas trôpegas, por causa de uma noite sem dormir; e semblante que não transmitia nenhum sinal de alegria, por causa da tristeza mortal que o acometeu logo ao chegar ao Getsêmani, do beijo de Judas, do abandono dos discípulos, da tríplice negação de Pedro, do depoimento falso das testemunhas, da covardia de Pilatos e da ingratidão do povo que preferiu soltar Barrabás. Todavia, é nessa impressionante feiúra de Jesus na Sexta- Feira da Paixão que nós vemos a sua maior beleza. O que mantém os crentes ligados a Jesus já por vinte séculos é a beleza de seu sacrifício expiatório. Nós não negamos a sua feiúra, mas enxergamos toda a beleza que está por trás dela. Repetimos ao redor do mundo que ele desceu ao Hades e subiu aos céus. Escolhemos a cruz como o mais precioso símbolo do Cristianismo. Para chamar a atenção dos nossos filhos para a salvação operada no Gólgota e confirmada no jardim da casa de José de Arimatéia, fabricamos a frase aparentemente mais contraditória da história: “A beleza da feiúra de Jesus!” Precisamos orar para enxergar toda a beleza de Jesus. Ela é tão misteriosa, tão rica, tão vasta, tão avassaladora, tão sublime, que a nossa capacidade de enxergá-la é limitada. Precisamos de ajuda para enxergar não só a beleza de seu sacrifício vicário, mas também a beleza de seu nascimento virginal (Jo 1.14), de sua ressurreição inesperada (Lc 24.5-6), de sua ascensão majestosa (Hb 1.3), de sua agenda atual (1Co 15.24), de sua volta gloriosa (Mt 24.30) e de sua plenitude universal, inquestionável e inesgotável sobre eras que tombam sobre eras numa sucessão contínua (Fp 2.9-11)!